sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Fechamento outubro/2019 - Deu bom.

Na penúltima reunião do Copom em 2019, que ocorreu no final de outubro, a taxa Selic foi novamente reduzida de 5,50% a.a para 5,00% a.a. 
Pois bem, quando a taxa de juros cai o que acontece com os títulos públicos em carteira? Valorizam-se!!! Obviamente, exceto o título indexado à própria taxa Selic que passa a render menos.
Já a carteira de títulos privados segue com rendimentos a conta gotas. Sem liquidez e com rendimento pífio, pois a maior parte dos títulos privados em carteira está vinculada ao CDI.

Vamos ao fechamento de outubro/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 4,77%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,47%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 34,15%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 16,43%



Conclusão: em outubro, devido às reduções na taxa Selic e na taxa dos títulos públicos houve valorização dos títulos em carteira, especialmente os de longo prazo. Assim, o TD IPCA+2045 subiu 11,97%, seguido pelo TD IPCA+2035 com 7,30%. Ambos os títulos fecharam o mês com taxa de IPCA+2,98% para compra. 

Os analistas de mercado dizem que ainda há espaço para mais queda na taxa Selic, mas estou pensando seriamente em começar aportar um valor fixo de R$ 1.000,00/mês no IPCA+2045, em vez de manter a estratégia de comprar um título/mês, tendo em vista que caso a taxa se mantenha abaixo de 3,00% será necessário desembolsar mais de R$ 1.500,00 para comprar um título. Assim, a diferença de R$ 500 ou mais seria destinada à compra de mais ações, aumentando a exposição em RV.

Parte II - Ações
Os aportes em outubro foram realizados em ODPV3 e SAPR3, ambas um lote padrão, e BBDC3 no fracionário, com 21 ações. Já fazia alguns meses que não aportava em Odontoprev e Sanepar e diante das quedas recentes nessas ações, elas foram as escolhidas para o aporte mensal. O saldo que ficou na conta da corretora foi destinado para compra de Bradesco.


Rentabilidade da carteira Renda Variável no mês: 3,39%
Rentabilidade do IBOV no mês: 2,36%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 59,17%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 70,97%
Proventos recebidos no mês: R$ 456,53


Conclusâo:
Mico do mês foi para ODPV3 -8,48% e CIEL3 -5,50%
Destaque para GRND3 +14,20% e PETR4 +10,31%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 4,18%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 34,53%
Carteira dividida em: 42,50% RV e 57,50% RF


Conclusão:
Patrimônio total em outubro fechou em R$ 284k e, considerando aporte + valorização, a carteira aumentou aproximadamente R$ 17k em relação ao mês anterior. Com certeza foi a maior valorização que obtive desde o início da carteira em junho/2017, pois, pela primeira vez, tanto a carteira de renda variável quanto a carteira de renda fixa obtiveram uma excelente rentabilidade neste mês, ou seja, deu bom. Muito bom!

That's all folks!!

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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Fechamento setembro/2019

Em setembro houve nova redução da taxa Selic de 6,00% a.a para 5,50% a.a e consequentemente ocorreu a valorização dos títulos públicos em carteira. Enquanto a carteira de títulos privados está minguando, pois a maior parte dos títulos está vinculada à porcentagem do CDI, com a carteira de títulos públicos, ao contrário, está indo de vento em popa, especialmente os títulos de longo prazo IPCA+.
Vamos ao fechamento de setembro/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+ 2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 2,87%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,46%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 28,03%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 15,86%

Conclusão: No início de setembro resgatei um título privado que rendeu 0,51%a.m líquido após um ano investido. Assim, com o objetivo de aumentar a quantidade de títulos públicos em carteira continuo com a estratégia de realocar a grana dos títulos privados nos títulos públicos. Logo, o título público escolhido para realocação foi o IPCA+2035.

Parte II - Ações
Em setembro, o IBOV se recuperou da queda do mês anterior e valorizou 3,57%. Confesso que em setembro fiquei meio desligada do mercado de renda variável e não acompanhei muito as notícias. Comprei um pouco de MDIA3 (47 ações), ITSA4 (200 ações) e FRAS3 (300 ações).

 
Rentabilidade da carteira Renda Variável no mês: 1,70%
Rentabilidade do IBOV no mês: 3,57%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 53,94%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 67,03%
Proventos recebidos no mês: R$ 193,81

 
Conclusão:
Mico do mês foi para SAPR3 -18,42% e ODPV3 -5,05%
Destaque para YDUQ3 +14,69% e GRND3 +8,45%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 2,37%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 29,13%
Carteira dividida em: 42% RV e 58% RF

Conclusão:
Patrimônio total em setembro fechou em R$ 267k. Até que foi um mês bom, já que em agosto a carteira teve rentabilidade negativa. Bem, minha carteira de investimento segue em modo automático com aportes no início do mês, reinvestimento dos proventos e no final do mês faço o fechamento, ou seja, nada de novo.

That's all folks!!

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domingo, 1 de setembro de 2019

Fechamento agosto 2019

O mês de agosto/2019 foi de emoções devido às variações do IBOV ao longo do mês. O índice teve como máxima a faixa de 104 mil pontos e de mínima os 95 mil pontos, mas na última semana houve recuperação fechando o mês com leve queda de -0,67%. Como faço minhas compras normalmente no início do mês não consegui aproveitar nenhuma "promoção" 😢😢.
No Tesouro Direto as taxas andaram de lado praticamente durante todo o mês e nos últimos dias houve aumento das taxas, ocasionando a desvalorização dos Títulos, principalmente, os de longo prazo.

Vamos ao fechamento de agosto/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: -0,51%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,52%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 24,47%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 16,26%


Conclusão: Devido ao aumento do DI Futuro na última semana do mês, as taxas dos Títulos Públicos também se elevaram e os preços diminuíram, ou seja, houve desvalorização dos títulos em carteira. Destaque negativo para IPCA+2045 com queda de -2,80% e IPCA+2035 com queda de -1,55%, impactando negativamente na rentabilidade mensal da carteira que fechou em -0,51%. 

Parte II - Ações
Como escrevi anteriormente, as aquisições foram realizadas nos primeiros dias de agosto (aporte em 200 ENBR3 e 100 ITSA4), assim não consegui aproveitar a queda no preço das ações. Destaque positivo para as ações do Hermes Pardini com valorização de 22,26% em agosto. Segundo o site Brazil Journal, o laboratório Fleury poderia adquirir o H. Pardini (nova tentativa) ou o laboratório Alliar. Bem, onde há fumaça há fogo. Vamos aguardar a cena dos próximos capítulos.


Rentabilidade da carteira Renda Variável no mês: -0,42%
Rentabilidade do IBOV no mês: -0,67%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 51,37%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 61,27%


Mico do mês foi para YDUQ3 -8,28% e MDIA3 -7,49%
Destaque para PARD3 +22,26% e CIEL3 +7,04%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: -0,47%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 26,14%
Carteira dividida em: 41,40% RV e 58,60% RF


Conclusão:
Patrimônio total em agosto fechou em R$ 254k. Mesmo com cenário interno e externo incertos (briga China x EUA e recuperação lenta da economia brasileira), sigo realizando aportes mensais com foco no longo prazo. Este mês só houve aumento do patrimônio devido aos aportes realizados na RF e RV, pois a rentabilidade de ambas as carteiras foi negativa.

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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Fechamento Julho/2019 - Patrimônio de R$ 250k

É impressão minha ou julho é um mês longo? Tem 31 dias e não há feriado!!! Ôh saudade do tempo de estudante quando era possível tirar férias de 15 dias no meio do ano e mais uns 45 dias no final/início do ano hahaha. Bem, esse privilégio de tirar muitos dias de férias não tenho faz algum tempo. Quem mandou não seguir carreira política ou ser membro do judiciário. Falando em política... só me lembro da aprovação da reforma da previdência aprovada no primeiro turno na Câmara dos Deputados; que o filho do Bolsonaro sabe fritar hambúrguer, logo pode ser embaixador; e da confusão dos hackers x Moro. Eita memória curta.

Vamos ao fechamento de julho/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira


Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 1,01%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,57%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 25,09%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 15,68%


Conclusão: Em 2019 não realizei novos aportes em títulos privados, sendo os mesmos direcionados para o Tesouro Direto. Em julho, venceu um CDB com prazo de dois anos que rendeu 0,54% a.m. líquido. CDB resgatado e compra efetuada em TD IPCA+2035. Além disso, mensalmente faço compra de um título IPCA+2045 com foco na aposentadoria.

Parte II - Ações
Após dois anos em carteira, encerrei posição em CRFB3 com lucro de 54%. A empresa está longe de ser ruim (tem uma boa geração de caixa e praticamente sem dívida). Entretanto, vejo a empresa muito dependente do Atacadão e dos serviços financeiros, enquanto isso o Carrefour não consegue crescer. E por fim a empresa atua no setor varejista, onde a margem líquida é muito baixa, ficando entre 2 e 3%.

Com a venda de Carrefour, abri posição em ENBR3, a qual atua no setor de energia (geração, transmissão, distribuição e comercialização). Atualmente a empresa está investindo em transmissão o que pode trazer um ótimo retorno para o acionista no longo prazo. Possui dívida moderada de 2x Dív.Líq./EBITDA, receita líquida crescente desde 2016 e margem líquida em torno de 10%. Empresa focada em crescimento, mas ainda distribui proventos.

Além disso, aumentei posição em Bradesco, Itausa e Engie. Houve mudança no ticker da Estácio de ESTC3 para YDUQ3.

Composição da carteira com cotação de 02/08/19.

Rentabilidade da carteira Renda Variável no mês: 1,78%
Rentabilidade do IBOV no mês: 0,84%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 52,01%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 62,35%



Conclusão:
Mico do mês foi para BBDC3 -6,47% e ODPV3 com -4,16%
Destaque para CIEL3 com valorização de 7,74% e EGIE3 com valorização de 11,04%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 1,33%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 26,73%
Carteira dividida em: 40,60% RV e 59,40% RF


Conclusão:
Patrimônio total em julho atingiu pela primeira vez a marca de R$ 250.000. Com aportes mensais e com objetivo de atingir liberdade financeira, sigo em frente. Como diz o ditado: de grão em grão a galinha enche o papo.

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sábado, 29 de junho de 2019

Fechamento junho/2019 - TD continua sendo a bola da vez.

Mais um mês de mercado otimista. Na renda fixa, as taxas do Tesouro Direto estão cada vez mais baixas, o que resulta na valorização dos títulos, bem como em uma rentabilidade acima da taxa contratada, principalmente para quem já estava posicionado nos papéis há algum tempo. Já na renda variável, pela primeira vez o IBOV teve um fechamento mensal acima dos 100 mil pontos, acumulando uma alta de 14,88% neste ano.

O que nos aguarda para o segundo semestre de 2019? Aprovação da reforma da previdência? Redução da taxa Selic? Inflação sob controle? Queda no número de pessoas desempregadas? Mais pessoas físicas investindo no Ibovegas achando que irão ficar milionárias do dia pra noite como a Betina?


Vamos ao fechamento de junho/2019.


Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira



Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045 no valor de R$ 1.191,74
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 2,80%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 23,83%



Conclusão: 
Em junho as taxas dos títulos no Tesouro Direto continuaram em queda, o que resultou na valorização dos títulos em carteira. Assim, o TD IPCA+2045 valorizou 8,68%, seguido pelo IPCA+2024 com 2,96% e pelo Pré 2022 com 2,48%.


Parte II - Ações
Neste mês de junho, aumentei posição em MDIA3 (53 ações), PARD3 (100 ações), ITSA4 (100 ações) e BBDC3 (48 ações).

Composição da carteira

Proventos recebidos no mês: R$ 367,85
Rentabilidade da carteira no mês: 4,29%
Rentabilidade do IBOV no mês: 4,06%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 49,35%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 61,00%



Conclusão: 
Destaque positivo para SAPR3 que se recuperou da queda de -16,51% ocorrida em maio e fechou junho com valorização de 21,02%. Destaque também para ODPV3 que após quatro meses andando de lado valorizou 11,89% em junho, atingindo um novo topo histórico. 
No campo negativo, o mico do mês foi para EGIE3 com -6,15% e CRFB3 com -4,97%.


Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 3,38%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 25,07%
Carteira dividida em: 39,5% RV e 60,5% RF



Conclusão:
Patrimônio total em junho fechou em R$ 241.000, com destaque para valorização do TD IPCA+2045 de 8,68% e também para carteira de ações com valorização de 4,29%. 

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sábado, 15 de junho de 2019

Ela está de volta. A calculadora do TD!!

Olá investidores,


Depois de um tempinho fora do ar para realizar "manutenção", a calculadora de rentabilidade disponível no site do Tesouro Direto está de volta!!

Você deve estar pensando: e daí? Bem, caro investidor, se você gosta de realizar venda antecipada de títulos públicos, esta calculadora é uma mão na roda, principalmente pelo fato de ser possível criar cenários e verificar qual a rentabilidade que poderá ser obtida com a venda antecipada dos títulos.

Primeiramente, lembre-se que em caso de venda antecipada há o risco da marcação a mercado, logo a rentabilidade poderá ser abaixo ou acima da taxa contratada na compra do título. O investidor somente receberá o valor correspondente à rentabilidade pactuada no momento da compra, se permanecer com os títulos até a data de vencimento, independente das variações de preço do título ao longo da aplicação.

Em resumo, tenha em mente as seguintes situações para os títulos Préfixado (LTN) e IPCA (NTN-B):
a) Título Préfixado
• Taxa contratada no dia da compra < Taxa de mercado da LTN no dia de venda = Rentabilidade menor que a contratada.
• Taxa contratada no dia da compra > Taxa de mercado da LTN no dia de venda = Rentabilidade maior que a contratada.

b) Título IPCA
Taxa contratada < Taxa da NTN-B Principal no dia de venda = Rentabilidade menor que a contratada.
Taxa contratada > Taxa da NTN-B Principal no dia de venda = Rentabilidade maior que a contratada.


Observe os dois gráficos abaixo do IPCA 2045: no gráfico 1, retirado do site tdcharts.info, fica fácil observar que preço do título x taxa de rendimento andam em direções opostas e que a partir de outubro/2018 a taxa de compra do título IPCA começou a cair e, consequentemente, houve valorização do título.




No gráfico 2, retirado de minha conta no TD, observe que até meados de outubro/2018 o título estava com rentabilidade negativa, ou seja, se eu tivesse vendido em setembro/2018 a rentabilidade real seria menor do que a rentabilidade contratada na compra!!! A partir de outubro, o título "bombou" e hoje é o queridinho do momento, conforme reportagem da InfoMoney: "Retorno do Tesouro Direto supera Ibovespa e CDI em maio".


Então, vamos supor a seguinte situação: no dia 14/06/2019, um investidor tinha R$ 10.000,00 disponíveis na conta corrente e, a priori, o objetivo é realizar um investimento de curto prazo (1 ano). Então, qual é o melhor título para compra?

A resposta é: depende. Depende das expectativas para daqui um ano e também dos riscos que o investidor aceita correr, pois ficará dependente da marcação a mercado já que não há nenhum título público a venda para pessoa física com vencimento em um ano.

Se o investidor acredita que a taxa de juros irá diminuir, que a reforma da previdência irá passar no congresso e que a inflação ficará sob controle, então os títulos indicados para compra seriam IPCA ou Préfixado. Lembrando que quanto mais distante a data de vencimento do título, maior o risco e maior o retorno.

Agora, se o investidor acredita que a reforma da previdência não será aprovada, que há expectativa de aumento na taxa de juros e que este país é um caso perdido, o título mais seguro para investir é o Tesouro Selic. Neste caso, não há risco de rentabilidade negativa, mesmo em um cenário adverso, pois a rentabilidade acompanha a variação da taxa Selic. No Tesouro Selic ocorre uma repactuação diária da taxa de juros sobre o valor investido de maneira que esse montante sempre cresce.

Assim, após análise dos dois cenários expostos, o investidor decidiu apostar no cenário positivo e está em dúvida entre Tesouro IPCA e Tesouro Préfixado. Para tomar a decisão final, ele utilizará a Calculadora de Rentabilidade do TD disponível aqui.

Simulação 1: Tesouro IPCA 2024, 2035 e 2045, considerando inflação de 4% a.a e queda de 5% na taxa do papel na data da venda.
Resultado: rentabilidade bruta de 8,25% (IPCA 2024), 11,39% (IPCA 2035) e 13,68% (IPCA 2045).


Simulação 2: Tesouro Préfixado 2022 e 2025, utilizando para resgate as taxas de venda dos Títulos Préfixado 2021 e 2023 em 14/06/19.
Resultado: rentabilidade bruta de 7,27% (Pré 2022) e 9,48% (Pré 2025).

Conclusão:
Vamos dizer que o investidor da simulação não queira correr risco elevado da marcação a mercado, eliminando assim os Títulos IPCA 2035 e 2045, além disso ele não estaria disposto a levar os títulos até um vencimento tão longo, pois o foco é curto prazo (1 ano). Também não estaria disposto a correr o risco da inflação por tanto tempo no Título Pré 2025. 

Assim restariam dois títulos para compra: Pré 2022 e IPCA 2024. Se descontarmos uma inflação de 4% da taxa de compra de 6,58% do Título Pré 2022, resultaria em uma taxa real de 2,48%, ante a uma taxa real de 3,37% do Tesouro IPCA 2024.

Portanto, nosso investidor optou pelo Tesouro IPCA 2024 por ser um título com vencimento de médio prazo e protegido contra a inflação. Na simulação realizada, a rentabilidade bruta foi de 8,25%, o que corresponderia a um CDI de 128%. Nada mal, já que os CDB's de bancos pequenos, com prazo de vencimento em um ano, têm pagado em torno de 105% a 110% do CDI.

That's all folks!!

sábado, 1 de junho de 2019

Fechamento maio/2019 - Sell in May and go away? SQN!

O mês de maio não tem tido um histórico bom no Ibovespa, tanto que há o ditado em inglês "Sell in May and go away" (venda em maio e vá embora). Acredita-se que esse fato ocorra devido aos investidores começarem a se preparar para as férias de verão no hemisfério norte e preferirem sair do mercado de ações para curti-las sem preocupações.

Assim, foram dez longos anos que o Ibovespa fechou no negativo no mês de maio. Em 2009, houve valorização de +12,49% e depois foi só ladeira abaixo. Parecia que a história iria se repetir neste ano, pois na segunda semana de maio o Ibovespa fechou com queda de -4,52%, mas no final das contas o índice brasileiro reagiu e fechou com valorização de +0,70%. Até que enfim!!

Vamos ao fechamento de maio/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira


Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045 no valor de R$ 1.039,53
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 3,64%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,54%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 20,46%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 13,19%


Conclusão: Em maio houve queda acentuada das taxas dos títulos no Tesouro Direto, o que resultou na valorização dos títulos em carteira. Assim, o TD IPCA+2045 valorizou 12,84% em maio, seguido pelo Pré 2022 com 2,37% e pelo IPCA+2024 com 2,35%. Os dois últimos títulos foram comprados neste ano, por isso tiveram uma rentabilidade menor. Mas mesmo assim, nada mal para uma renda fixa, né? 

Parte II - Ações
Em maio consegui aportar um pouco a mais, pois recebi 1/3 de férias e também uma parte do décimo terceiro salário. Aproveitei as férias e fui conhecer as cidades históricas de Minas Gerais. É um passeio que vale muito a pena, principalmente as cidades de Ouro Preto e Tiradentes.

Incluí uma nova ação na carteira, a ITSA4 com compra de 300 ações e aumentei posição em Cielo, M. Dias Branco e Grendene. Preferi comprar ITSA4 em vez de ITSA3, pois a primeira estava com menor preço e ambas possuem tag along de 100% e pagam o mesmo dividendo. 
Vejo gente falando que a Cielo é a nova Eternit e/ou Oibr, mas na minha opinião a Cielo está longe dessas empresas quebradas. É verdade que as margens e o lucro da Cielo vem caindo, entretanto a receita desde 2015 está na faixa de R$ 11 bi, dívida está sob controle e no ano passado a empresa lucrou R$ 3,5 bi. Tenho mais medo do BB e do Bradesco realizarem um OPA (fechamento de capital), do que a empresa de fato "quebrar".

Composição da carteira

Rentabilidade da carteira no mês: -1,00%
Rentabilidade do IBOV no mês: 0,70%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 43,21%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 54,72%


Conclusão
Mico do mês foi para SAPR3 -16,51% e PARD3 com -14,40%
Destaque para CRFB3 com valorização de 9,44% e ESTC3 com valorização de 8,35%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 1,83%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 20,98%


Conclusão
Patrimônio total em maio fechou em R$ 226.000, graças a ótima valorização do TD IPCA+2045 e ao aporte mais gordinho neste mês. 

That's all folks!!

Fechamento outubro/2019 - Deu bom.