sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Fechamento Julho/2019 - Patrimônio de R$ 250k

É impressão minha ou julho é um mês longo? Tem 31 dias e não há feriado!!! Ôh saudade do tempo de estudante quando era possível tirar férias de 15 dias no meio do ano e mais uns 45 dias no final/início do ano hahaha. Bem, esse privilégio de tirar muitos dias de férias não tenho faz algum tempo. Quem mandou não seguir carreira política ou ser membro do judiciário. Falando em política... só me lembro da aprovação da reforma da previdência aprovada no primeiro turno na Câmara dos Deputados; que o filho do Bolsonaro sabe fritar hambúrguer, logo pode ser embaixador; e da confusão dos hackers x Moro. Eita memória curta.

Vamos ao fechamento de julho/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira


Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 1,01%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,57%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 25,09%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 15,68%


Conclusão: Em 2019 não realizei novos aportes em títulos privados, sendo os mesmos direcionados para o Tesouro Direto. Em julho, venceu um CDB com prazo de dois anos que rendeu 0,54% a.m. líquido. CDB resgatado e compra efetuada em TD IPCA+2035. Além disso, mensalmente faço compra de um título IPCA+2045 com foco na aposentadoria.

Parte II - Ações
Após dois anos em carteira, encerrei posição em CRFB3 com lucro de 54%. A empresa está longe de ser ruim (tem uma boa geração de caixa e praticamente sem dívida). Entretanto, vejo a empresa muito dependente do Atacadão e dos serviços financeiros, enquanto isso o Carrefour não consegue crescer. E por fim a empresa atua no setor varejista, onde a margem líquida é muito baixa, ficando entre 2 e 3%.

Com a venda de Carrefour, abri posição em ENBR3, a qual atua no setor de energia (geração, transmissão, distribuição e comercialização). Atualmente a empresa está investindo em transmissão o que pode trazer um ótimo retorno para o acionista no longo prazo. Possui dívida moderada de 2x Dív.Líq./EBITDA, receita líquida crescente desde 2016 e margem líquida em torno de 10%. Empresa focada em crescimento, mas ainda distribui proventos.

Além disso, aumentei posição em Bradesco, Itausa e Engie. Houve mudança no ticker da Estácio de ESTC3 para YDUQ3.

Composição da carteira com cotação de 02/08/19.

Rentabilidade da carteira Renda Variável no mês: 1,78%
Rentabilidade do IBOV no mês: 0,84%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 52,01%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 62,35%



Conclusão:
Mico do mês foi para BBDC3 -6,47% e ODPV3 com -4,16%
Destaque para CIEL3 com valorização de 7,74% e EGIE3 com valorização de 11,04%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 1,33%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 26,73%
Carteira dividida em: 40,60% RV e 59,40% RF


Conclusão:
Patrimônio total em julho atingiu pela primeira vez a marca de R$ 250.000. Com aportes mensais e com objetivo de atingir liberdade financeira, sigo em frente. Como diz o ditado: de grão em grão a galinha enche o papo.

That's all folks!!

Link para download da planilha: https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

sábado, 29 de junho de 2019

Fechamento junho/2019 - TD continua sendo a bola da vez.

Mais um mês de mercado otimista. Na renda fixa, as taxas do Tesouro Direto estão cada vez mais baixas, o que resulta na valorização dos títulos, bem como em uma rentabilidade acima da taxa contratada, principalmente para quem já estava posicionado nos papéis há algum tempo. Já na renda variável, pela primeira vez o IBOV teve um fechamento mensal acima dos 100 mil pontos, acumulando uma alta de 14,88% neste ano.

O que nos aguarda para o segundo semestre de 2019? Aprovação da reforma da previdência? Redução da taxa Selic? Inflação sob controle? Queda no número de pessoas desempregadas? Mais pessoas físicas investindo no Ibovegas achando que irão ficar milionárias do dia pra noite como a Betina?


Vamos ao fechamento de junho/2019.


Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira



Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045 no valor de R$ 1.191,74
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 2,80%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 23,83%



Conclusão: 
Em junho as taxas dos títulos no Tesouro Direto continuaram em queda, o que resultou na valorização dos títulos em carteira. Assim, o TD IPCA+2045 valorizou 8,68%, seguido pelo IPCA+2024 com 2,96% e pelo Pré 2022 com 2,48%.


Parte II - Ações
Neste mês de junho, aumentei posição em MDIA3 (53 ações), PARD3 (100 ações), ITSA4 (100 ações) e BBDC3 (48 ações).

Composição da carteira

Proventos recebidos no mês: R$ 367,85
Rentabilidade da carteira no mês: 4,29%
Rentabilidade do IBOV no mês: 4,06%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 49,35%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 61,00%



Conclusão: 
Destaque positivo para SAPR3 que se recuperou da queda de -16,51% ocorrida em maio e fechou junho com valorização de 21,02%. Destaque também para ODPV3 que após quatro meses andando de lado valorizou 11,89% em junho, atingindo um novo topo histórico. 
No campo negativo, o mico do mês foi para EGIE3 com -6,15% e CRFB3 com -4,97%.


Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 3,38%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 25,07%
Carteira dividida em: 39,5% RV e 60,5% RF



Conclusão:
Patrimônio total em junho fechou em R$ 241.000, com destaque para valorização do TD IPCA+2045 de 8,68% e também para carteira de ações com valorização de 4,29%. 

That's all folks!!

Link para download da planilha: https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

sábado, 15 de junho de 2019

Ela está de volta. A calculadora do TD!!

Olá investidores,


Depois de um tempinho fora do ar para realizar "manutenção", a calculadora de rentabilidade disponível no site do Tesouro Direto está de volta!!

Você deve estar pensando: e daí? Bem, caro investidor, se você gosta de realizar venda antecipada de títulos públicos, esta calculadora é uma mão na roda, principalmente pelo fato de ser possível criar cenários e verificar qual a rentabilidade que poderá ser obtida com a venda antecipada dos títulos.

Primeiramente, lembre-se que em caso de venda antecipada há o risco da marcação a mercado, logo a rentabilidade poderá ser abaixo ou acima da taxa contratada na compra do título. O investidor somente receberá o valor correspondente à rentabilidade pactuada no momento da compra, se permanecer com os títulos até a data de vencimento, independente das variações de preço do título ao longo da aplicação.

Em resumo, tenha em mente as seguintes situações para os títulos Préfixado (LTN) e IPCA (NTN-B):
a) Título Préfixado
• Taxa contratada no dia da compra < Taxa de mercado da LTN no dia de venda = Rentabilidade menor que a contratada.
• Taxa contratada no dia da compra > Taxa de mercado da LTN no dia de venda = Rentabilidade maior que a contratada.

b) Título IPCA
Taxa contratada < Taxa da NTN-B Principal no dia de venda = Rentabilidade menor que a contratada.
Taxa contratada > Taxa da NTN-B Principal no dia de venda = Rentabilidade maior que a contratada.


Observe os dois gráficos abaixo do IPCA 2045: no gráfico 1, retirado do site tdcharts.info, fica fácil observar que preço do título x taxa de rendimento andam em direções opostas e que a partir de outubro/2018 a taxa de compra do título IPCA começou a cair e, consequentemente, houve valorização do título.




No gráfico 2, retirado de minha conta no TD, observe que até meados de outubro/2018 o título estava com rentabilidade negativa, ou seja, se eu tivesse vendido em setembro/2018 a rentabilidade real seria menor do que a rentabilidade contratada na compra!!! A partir de outubro, o título "bombou" e hoje é o queridinho do momento, conforme reportagem da InfoMoney: "Retorno do Tesouro Direto supera Ibovespa e CDI em maio".


Então, vamos supor a seguinte situação: no dia 14/06/2019, um investidor tinha R$ 10.000,00 disponíveis na conta corrente e, a priori, o objetivo é realizar um investimento de curto prazo (1 ano). Então, qual é o melhor título para compra?

A resposta é: depende. Depende das expectativas para daqui um ano e também dos riscos que o investidor aceita correr, pois ficará dependente da marcação a mercado já que não há nenhum título público a venda para pessoa física com vencimento em um ano.

Se o investidor acredita que a taxa de juros irá diminuir, que a reforma da previdência irá passar no congresso e que a inflação ficará sob controle, então os títulos indicados para compra seriam IPCA ou Préfixado. Lembrando que quanto mais distante a data de vencimento do título, maior o risco e maior o retorno.

Agora, se o investidor acredita que a reforma da previdência não será aprovada, que há expectativa de aumento na taxa de juros e que este país é um caso perdido, o título mais seguro para investir é o Tesouro Selic. Neste caso, não há risco de rentabilidade negativa, mesmo em um cenário adverso, pois a rentabilidade acompanha a variação da taxa Selic. No Tesouro Selic ocorre uma repactuação diária da taxa de juros sobre o valor investido de maneira que esse montante sempre cresce.

Assim, após análise dos dois cenários expostos, o investidor decidiu apostar no cenário positivo e está em dúvida entre Tesouro IPCA e Tesouro Préfixado. Para tomar a decisão final, ele utilizará a Calculadora de Rentabilidade do TD disponível aqui.

Simulação 1: Tesouro IPCA 2024, 2035 e 2045, considerando inflação de 4% a.a e queda de 5% na taxa do papel na data da venda.
Resultado: rentabilidade bruta de 8,25% (IPCA 2024), 11,39% (IPCA 2035) e 13,68% (IPCA 2045).


Simulação 2: Tesouro Préfixado 2022 e 2025, utilizando para resgate as taxas de venda dos Títulos Préfixado 2021 e 2023 em 14/06/19.
Resultado: rentabilidade bruta de 7,27% (Pré 2022) e 9,48% (Pré 2025).

Conclusão:
Vamos dizer que o investidor da simulação não queira correr risco elevado da marcação a mercado, eliminando assim os Títulos IPCA 2035 e 2045, além disso ele não estaria disposto a levar os títulos até um vencimento tão longo, pois o foco é curto prazo (1 ano). Também não estaria disposto a correr o risco da inflação por tanto tempo no Título Pré 2025. 

Assim restariam dois títulos para compra: Pré 2022 e IPCA 2024. Se descontarmos uma inflação de 4% da taxa de compra de 6,58% do Título Pré 2022, resultaria em uma taxa real de 2,48%, ante a uma taxa real de 3,37% do Tesouro IPCA 2024.

Portanto, nosso investidor optou pelo Tesouro IPCA 2024 por ser um título com vencimento de médio prazo e protegido contra a inflação. Na simulação realizada, a rentabilidade bruta foi de 8,25%, o que corresponderia a um CDI de 128%. Nada mal, já que os CDB's de bancos pequenos, com prazo de vencimento em um ano, têm pagado em torno de 105% a 110% do CDI.

That's all folks!!

sábado, 1 de junho de 2019

Fechamento maio/2019 - Sell in May and go away? SQN!

O mês de maio não tem tido um histórico bom no Ibovespa, tanto que há o ditado em inglês "Sell in May and go away" (venda em maio e vá embora). Acredita-se que esse fato ocorra devido aos investidores começarem a se preparar para as férias de verão no hemisfério norte e preferirem sair do mercado de ações para curti-las sem preocupações.

Assim, foram dez longos anos que o Ibovespa fechou no negativo no mês de maio. Em 2009, houve valorização de +12,49% e depois foi só ladeira abaixo. Parecia que a história iria se repetir neste ano, pois na segunda semana de maio o Ibovespa fechou com queda de -4,52%, mas no final das contas o índice brasileiro reagiu e fechou com valorização de +0,70%. Até que enfim!!

Vamos ao fechamento de maio/2019.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira


Aporte no mês: compra de um título IPCA+2045 no valor de R$ 1.039,53
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 3,64%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,54%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 20,46%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 13,19%


Conclusão: Em maio houve queda acentuada das taxas dos títulos no Tesouro Direto, o que resultou na valorização dos títulos em carteira. Assim, o TD IPCA+2045 valorizou 12,84% em maio, seguido pelo Pré 2022 com 2,37% e pelo IPCA+2024 com 2,35%. Os dois últimos títulos foram comprados neste ano, por isso tiveram uma rentabilidade menor. Mas mesmo assim, nada mal para uma renda fixa, né? 

Parte II - Ações
Em maio consegui aportar um pouco a mais, pois recebi 1/3 de férias e também uma parte do décimo terceiro salário. Aproveitei as férias e fui conhecer as cidades históricas de Minas Gerais. É um passeio que vale muito a pena, principalmente as cidades de Ouro Preto e Tiradentes.

Incluí uma nova ação na carteira, a ITSA4 com compra de 300 ações e aumentei posição em Cielo, M. Dias Branco e Grendene. Preferi comprar ITSA4 em vez de ITSA3, pois a primeira estava com menor preço e ambas possuem tag along de 100% e pagam o mesmo dividendo. 
Vejo gente falando que a Cielo é a nova Eternit e/ou Oibr, mas na minha opinião a Cielo está longe dessas empresas quebradas. É verdade que as margens e o lucro da Cielo vem caindo, entretanto a receita desde 2015 está na faixa de R$ 11 bi, dívida está sob controle e no ano passado a empresa lucrou R$ 3,5 bi. Tenho mais medo do BB e do Bradesco realizarem um OPA (fechamento de capital), do que a empresa de fato "quebrar".

Composição da carteira

Rentabilidade da carteira no mês: -1,00%
Rentabilidade do IBOV no mês: 0,70%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 43,21%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 54,72%


Conclusão
Mico do mês foi para SAPR3 -16,51% e PARD3 com -14,40%
Destaque para CRFB3 com valorização de 9,44% e ESTC3 com valorização de 8,35%

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 1,83%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 20,98%


Conclusão
Patrimônio total em maio fechou em R$ 226.000, graças a ótima valorização do TD IPCA+2045 e ao aporte mais gordinho neste mês. 

That's all folks!!

domingo, 12 de maio de 2019

Análise resultados - Grendene 1T2019

Primeiramente, antes de analisar o resultado da Grendene, vamos dar uma olhada na indústria calçadista para saber como está o setor.


Análise Setorial

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados – ABICALÇADOS, em 2014 a produção foi de 996 milhões de pares. Entre 2015 e 2016, o setor perdeu posições no mercado interno e externo. Os problemas, como o alto custo de produção, agravados por uma crise econômica que levou os índices de desemprego e inadimplência às alturas, fizeram com que a produção de calçados caísse mais de 8%.

Em 2017, a produção foi de 942,8 milhões de pares e em 2018, a produção cresceu apenas 0,1%, totalizando 944 milhões de pares. A performance negativa de 2018 teve influência do fraco desempenho no mercado doméstico, mas, também, teve grande contribuição da queda de 10% nas exportações ante 2017 e, menos da metade do faturado há dez anos.

Para 2019, a partir da recuperação, especialmente das exportações, projeta-se um crescimento entre 1% e 3%, o que, no entanto, não será suficiente para voltar aos patamares pré-crise.


A estabilidade da produção brasileira contrastou com o incremento da produção mundial de calçados, que fechou 2018 somando 22,3 bilhões de pares, quase 3,5% mais do que no ano anterior. O Brasil permanece na quarta posição entre os produtores mundiais, atrás de China, Índia e Vietnã, e seguido de perto pela Indonésia. O que tem mantido essa alta produção brasileira, hoje a maior do Ocidente, tem sido o mercado interno, que, no entanto, vem desaquecendo nos anos recentes. 

Quanto à exportação mundial, o Brasil responde apenas pela 11ª posição, com 113 milhões de pares exportados ao longo de 2018, atrás de países não tradicionais na produção do setor, como Países Baixos e Reino Unido. “O Brasil é pouco competitivo no cenário internacional”, comenta a coordenadora de Inteligência de Mercado da Abicalçados, Priscila Linck.



Para o doutor em Economia Marcos Lélis, o problema é mais estrutural do que conjuntural. O economista ressaltou que, apesar das expectativas positivas geradas pelo novo governo, a economia ainda não reagiu de forma efetiva, com índices de desemprego e inadimplência elevados. "Os investimentos, tanto públicos quanto privados, estão nos mesmos patamares de 2008 e 2009”, disse, acrescentando que a baixa utilização da capacidade instalada do setor – de cerca de 75% – não permite outro cenário.  

Finalmente, para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, o setor encolheu especialmente por culpa da conjuntura econômica nacional e internacional dos últimos anos. Hoje, temos uma capacidade produtiva muito maior do que de consumo. O grande entrave é justamente a demanda desaquecida em função dos índices de desemprego e inadimplência. Na questão internacional, temos um problema grave de competitividade relacionado ao Custo Brasil, obstáculo que temos esperança de que o governo atual resolva, em boa parte, ainda nesses quatro anos.

Fonte dos dados:

Análise Grendene

A Grendene divulgou os resultados do primeiro trimestre de 2019 e logo na primeira página do relatório constam os destaques do 1T19 vs. 1T18:
  • Queda 22,5% na receita líquida.
  • Lucro líquido de R$76,5 milhões – 51,0% menor.
  • Ebit de R$33,5 milhões – 72,2% menor.
  • Queda em todas as margens.
  • Volume de pares – 28,5 milhões – 29,5% menor.

Como o resultado do trimestre foi horroroso, decidi dar uma olhada no histórico da empresa conforme dados disponíveis no site de RI.

Analisando os dados no período de 2013 a 2018, nota-se que a receita líquida da empresa ficou praticamente estável, enquanto que o volume de pares diminuiu em 25%. Logo, para manter o mesmo nível de receita vendendo menos pares, houve aumento de 33% na receita líquida por par, passando de R$ 10,12 para R$ 13,49.

Em 2017, o lucro líquido da Grendene passou de R$ 661 milhões para R$ 586 milhões em 2018, apresentando uma queda de 11%. Esta queda foi influenciada principalmente por causa do resultado financeiro 33% menor em 2018, já que o resultado operacional reduziu apenas 2% no mesmo período. Como a empresa encerrou 2018 com R$ 1,5 bilhão de dinheiro em caixa, o resultado financeiro tem um peso importante na apuração do lucro líquido.

Analisando a margem líquida, que mostra quantos por cento da receita líquida efetivamente se transforma em lucro líquido, temos que desde 2016 está caindo, passando de 31% para 23% no 1T2019. Já o ROE, que mede em porcentagem a capacidade de uma empresa em gerar lucros a partir de seu patrimônio líquido, temos uma estagnação no período de 2012 a 2016 e desde então uma queda de 31% até o 1T2019.


Percebe-se claramente que a Grendene vem perdendo eficiência a partir de 2016, mas ao mesmo tempo precisamos ter em mente que a indústria de calçados no Brasil passa por um momento de estagnação, tendo em vista que a produção de calçados estimada em um cenário otimista para o corrente ano é de 976 milhões de pares, sendo esta abaixo da produção ocorrida em 2014, quando foram produzidos 996 milhões de pares.

Como a indústria de calçados no Brasil é extremamente dependente do mercado interno, já que praticamente 91% da produção fica no país, faz-se necessário que a economia volte a crescer ou que haja políticas públicas para tornar o calçado brasileiro competitivo internacionalmente, o que ajudaria as empresas do setor a diminuir a capacidade ociosa que em 2018 foi de 24%.

Enquanto isso, no relatório do 1T2019, a Grendene afirma que perdeu market share e que não acredita em recuperação de consumo de calçados no mercado brasileiro para este ano, permanecendo completamente indefinido como a economia, o consumo e o consumidor devem se comportar. A tão esperada recuperação ainda não começou e pode nem acontecer este ano.

A Grendene jogou a toalha para 2019, mas a empresa precisa se mexer, pois a estratégia de aumentar o preço dos calçados para compensar a queda nas vendas já não tem mais surtido efeito e o lucro líquido da empresa está em queda.

Você sabia...?

Que em 2018, a produção de chinelos representou 46,8% dos pares produzidos no Brasil.


That’s all folks.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Fechamento Abril/2019

Vamos lá... Primeiro fechamento postado no Blog!!

Tenho utilizado a planilha do dlombello para fazer acompanhamento dos meus investimentos. Para quem estiver interessado na planilha segue o link:
https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

As cotações na planilha são automatizadas e como fica na nuvem da para acessar de qualquer lugar.

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Rentabilidade da carteira no mês: 0,86%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,5183%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 16,22%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 12,96%

Conclusão
Recentemente a carteira de RF tem rendido acima do CDI, principalmente por causa da valorização do TD IPCA+ 2045. 


Parte II - Ações
Composição da carteira com cotações em 02/05. Esqueci de tirar print screen no dia 30/04.

Rentabilidade da carteira no mês: -1,51%
Rentabilidade do IBOV no mês: 0,98%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 42,87%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 53,65%

Conclusão
Mico do mês foi para Cielo com -19,07% e Grendene com -10,68%.
Destaque para SAPR3 com valorização de 7,28%.


Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 0%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 18,28%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 53,65%

Conclusão
Patrimônio total em abril fechou em R$ 209.411. Em 2019, a carteira ainda praticamente não andou. Está estagnada na faixa entre 200k e 210k, com 35% em renda variável e 65% em renda fixa.

That's all folks!!

domingo, 28 de abril de 2019

Calculadora do TD em manutenção

Você já utilizou a calculadora de rentabilidade do Tesouro Direto hoje? E ontem? E anteontem?

Pois é, a calculadora encontra-se em manutenção a mais ou menos um mês. Antes era possível acessá-la através deste link: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-calculadora. Agora simplesmente foi tirada do ar. 😡

Quais eram as funcionalidades?
Bem, eu utilizava principalmente para calcular a rentabilidade em caso de venda antecipada de títulos e também gostava de simular cenários (otimista, provável e pessimista), com várias taxas de inflação nos casos de títulos IPCA para decidir se valia a pena ou não comprar com determinada taxa. Também era útil para calcular rentabilidade dos títulos pré-fixado e SELIC e comparar com a taxa CDI.

Achei uma falta de respeito da B3 e do Tesouro Direto com o pequeno investidor. Assim, decidi entrar em contato com ambas instituições e simplesmente não estão nem aí. Lembrem-se que pagamos taxa de 0,25% a.a sobre o valor dos títulos. Então, nada mais justo que seja prestado um serviço descente.

Abaixo a resposta padrão que enviaram:


Testei o simulador mencionado na resposta e o mesmo está muito aquém da calculadora. É muito mais complicado para mexer. É necessário entrar na opção "alterar parâmetros", pois o que já vem pré configurado é fora da realidade. Depois é preciso acessar "simulação detalhada" para saber os custos e rentabilidade líquida. Ou seja, muita função!! Clica aqui, abre tela acolá. Pra quê isso?

A calculadora mostrava tudo em uma tela só. Era tão simples de usar.

Isso que dá ficar na mão de apenas uma instituição. Viramos refém e não temos para onde fugir. Torço pra que um dia o Brasil tenha novamente mais de uma Bolsa para que tenhamos concorrência e a B3/Cetip saia da zona de conforto e dê maior atenção ao pequeno investidor.

O que a B3 está precisando é de uma chacoalhada igual ocorreu com a Cielo.

That's all folks!