quarta-feira, 8 de abril de 2020

Aluguel de ações: como ganhar uma graninha extra!!

Olá, investidores

Com as quedas recentes na Bovespa percebi que algumas ações da minha carteira, que estavam disponíveis para alugar, foram alugadas neste primeiro trimestre de 2020 e assim pude ganhar uma graninha extra, sendo o valor recebido com aluguel destinado à aquisição de mais ações com foco no B&H.

Abaixo segue um compilado de alguns sites que visitei e que me ajudaram a tirar dúvidas quanto ao aluguel de ações. Ao final mostrarei o quanto ganhei até o momento com o aluguel.

Antes do começar a explicação, lembre-se que para conseguir alugar as ações é necessário que haja dois personagens: o doador e o tomador.
Doador: são pessoas que tem ações e não pretendem vendê-las no curto prazo. É nóis na fita, o investidor de longo prazo.
Tomador: são pessoas que querem se beneficiar de um mercado em queda. É o especulador!!

1) O que é o aluguel de ações?
Aluguel de ações é um tipo de operação que pode ser feita na bolsa de valores onde uma pessoa “empresta” um ativo para outra pessoa mediante o recebimento de uma taxa de aluguel pelo prazo em que as ações ficam emprestadas.

2) Quais são as vantagens do aluguel de ações para o doador?
- Recebimento de remuneração no valor acordado com o tomador;
- Autonomia para estabelecer qual será o prazo de vencimento da locação;
- Rentabilidade com a carteira de ações;
- Reembolso ajustado dos juros e dividendos das ações alugadas durante o período do empréstimo;
- Sem custos;
- Operação segura garantida pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia).

3) Só posso alugar ações?
Não. A operação de aluguel mais comum é com ações, mas os ativos que podem ser alugados são: ações, BDRs, Units e ETFs. Lembrando que FIIs não podem ser alugados.
Atualização: a partir de novembro/2020, a B3 liberou o aluguel de cotas de Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs).

4) Quais os tipos de contrato de aluguel de ações?
- Contrato reversível ao doador
Neste tipo de contrato, o doador tem o direito de encerrá-lo a qualquer momento, independentemente do período acordado. Caso isso ocorra, o tomador paga apenas a taxa de aluguel proporcional ao período que ficou com as ações.

- Contrato reversível ao tomador
Neste caso, é o tomador que possui o direito de finalizar o contrato independentemente da data de vencimento e deve devolver as ações a alugadas em até quatro dias.

- Contrato reversível ao tomador e ao doador 
Essa versão do contrato permite que tanto o tomador quanto o doador possam finalizar o contrato de aluguel antes do vencimento. Caso o doador solicite a devolução do papel antes do vencimento, o tomador terá 4 dias úteis para devolver as ações.

- Vencimento Fixo
No contrato com vencimento fixo, o doador e o tomador devem cumprir o período de vigência do contrato acordado previamente por ambas as partes.

5) Qual a rentabilidade que posso obter com o aluguel de ações?
A taxa de remuneração nessas operações varia de acordo com cada ativo e a B3 divulga diariamente em seu site as taxas médias de negociação. As taxa de remuneração ao doador podem ser consultada neste link da B3.

6) Quais os custos o doador terá com o aluguel?
Não há custos para o doador. Somente será cobrado imposto de renda sobre os ganhos com aluguel (alíquota decrescente de 22,5% até a menor alíquota de 15%, dependendo do prazo alugado). Mas não se preocupe com o IR a pagar, pois a retenção é realizada pela própria corretora sendo o valor disponibilizado na sua conta já líquido de imposto.

7) O doador continua recebendo os proventos quando as ações estão alugadas?
Sim, o doador mantém todos os direitos sobre as ações, entre eles, o recebimento de dividendos e de juros sobre o capital próprio. O mesmo acontece com as bonificações, com a diferença de que as cifras em questão só serão repassadas no vencimento do contrato, com o valor corrigido.

8) Quais os riscos envolvidos na operação?
Para o doador de ações o risco pode ser considerado mínimo, pois a CBCL (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que faz a intermediação da operação, exige uma garantia do tomador. 
Já o tomador de ações corre riscos mais elevados que o doador. O primeiro deles é a atualização diária das garantias exigidas. Caso seja exigido um novo valor de margem (seja pela B3 ou pela corretora) e o tomador não tiver capital suficiente, há a possibilidade de se ver obrigado a reduzir a operação ou até encerrá-la.

9) Como faço para alugar minhas ações?
Antes de entrar em contato com a corretora certifique-se de que suas ações estejam disponíveis na "Carteira 21016 - Carteira Livre" no CEI (Canal Eletrônico do Investidor) da B3, e que estejam devidamente liquidadas, ou seja, tenham sido compradas há no mínimo dois dias úteis antes, não menos que isso. Feita esta consulta preliminar, verifique no site da sua corretora qual o procedimento para alugar suas ações, já que cada corretora tem sua própria maneira de realizar esta operação. 

No meu caso, utilizo a corretora Modal Mais e como não há um sistema de aluguel de ações automático, preciso entrar em contato por meio deste formulário, opção demais assuntos, e então solicitar o aluguel. Aí na descrição da mensagem, informo o seguinte texto:

Assunto: Aluguel de ações posição de doador
Ativo: XYZW3
Quantidade: xxxx ações
Taxa: x,x% a.a.
Vencimento: 29/12/2020
Tipo de contrato: Reversível ao tomador e ao doador 

Para definir a taxa de remuneração eu não fico consultando ativo por ativo no site da B3. Escolhi 8% a.a para todas as ações em carteira. No início do ano, a Selic estava em torno de 4% a.a aí resolvi chutar o dobro da taxa Selic. Sim, foi no chutômetro mesmo. Quanto ao prazo escolhi o último dia útil do ano corrente pois não penso em vender nenhuma ação no momento. E, finalmente, o tipo do contrato reversível ao tomador e ao doador significa que ambas as partes envolvidas no aluguel podem encerrá-lo a qualquer momento.

Depois é só aguardar e ir acompanhando no CEI da B3 em Investimentos -> Empréstimo de Ativos,  se alguma ação foi alugada.

No CEI ainda é possível consultar os empréstimos já encerrados na opção Extrato e Informativos -> Empréstimos de Ativos -> Aviso de Movimentação, ou seja, este é o valor que irá aparecer lá no extrato da sua corretora.

Assim, até o momento recebi o valor de R$ 182,76. O valor recebido não é alto, mas acho que está bom, principalmente porque o mercado está em um momento de baixa e devido a isso tenho consigo alugar as ações e receber uma graninha extra.

Por fim, para saber quais os contratos de aluguel que já foram encerrados acompanho o extrato pelo APP da corretora e quando vejo "Taxa de remuneração - BTC s/ ação tal", aguardo a ação ficar novamente na Carteira Livre e preencho o formulário solicitando um novo aluguel.



That's all folks!!!


Fonte: Modalmais, BTG, Suno, XP e Clear

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Fechamento março/2020 - Mês do corona parte II

Olá, investidores. Algum sobrevivente por aí?
Que março foi este? Tivemos vários circuit breaker na Bovespa e nas bolsas ao redor do mundo. Assistindo ao noticiário parece que iremos dormir e no dia seguinte o mundo terá acabado. Sim, estamos passando por uma crise imensa, bem pior do que a crise imobiliária nos EUA em 2008. Agora a crise é mundial, e não está restrita a apenas um setor específico da economia. 

Quando este vírus começou lá na China em dezembro/2019, eu particularmente não imaginava que teria um impacto tão forte no restante do mundo. A priori, pensei que o impacto seria apenas na Ásia, mas pelo contrário, este vírus se espalhou de maneira jamais vista e atingiu o mundo como um todo. 

Governos começaram agir e impuseram lockdown, parando a economia em vários países. Apenas o essencial tem funcionado e onde eu moro tem até toque de recolher durante noite/madrugada. Parece um clima de guerra.

Há muitas críticas quanto à utilização do lockdown para evitar a propagação do vírus de forma exponencial, pois o efeito na economia poderá ser catastrófico, levando a um caos tanto na parte financeira quanto na parte social, com o aumento do número de desempregados e quebra generalizada de pequenas e médias empresas, principalmente.

Mas o que deveria ser feito então? Iríamos seguir normalmente com nossa rotina como se nada estivesse acontecendo, ficando a própria sorte?

Não faço ideia de quanto tempo esta crise irá perdurar. Um mês, um ano, dez anos? Como não sei a resposta vou continuar aportando todos os meses uma parte do meu salário. Entretanto, tenho pensado em reduzir um pouco os aportes e aumentar minha reserva de emergência, pois até o momento somente a iniciativa privada está pagando o pato com corte de salário e redução da jornada de trabalho. Acho que também poderá haver redução de salário e carga horária para servidores públicos, apesar da CF/88 vedar: “o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis”. 

Vamos ao fechamento de março/2020!

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+ 2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: -8,31%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,33%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 20,81%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 18,50%


Conclusão: em março recebi uma LCA que rendeu 0,44% a.m. pelo prazo de um ano. Reapliquei em Tesouro Direto IPCA+ 2035 e +2045 e também comprei um pouco em ações. 
Como boa parte da carteira de renda fixa está alocada em títulos de longo prazo e devido à elevação das taxas dos títulos públicos já era de se esperar uma nova queda. Assim, esta carteira apresentou uma rentabilidade de -8,31% e o título com maior desvalorização foi o IPCA+2045 com -20,15%. Ah, ia me esquecendo que houve mais uma redução na taxa Selic de 4,25% para 3,75%a.a.

Parte II - Ações
As compras foram realizadas em: BBDC3 (54 ações), ITSA4 (36 ações), IRBR3 (164 ações), ENBR3 (139 ações) e PARD3 (15 ações).


Rentabilidade da carteira Renda Variável no Brasil: -28,70%
Rentabilidade do IBOV no mês: -29,90%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 19,39%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 16,44%
Proventos recebidos no mês: R$ 431,71


Mico do mês: todas as ações em carteira caíram. A que teve pior desempenho foi a Estácio (YDUQ3) com -57,28%. 

Conclusão: É a crise chegou!! Lado positivo? Agora poderei comprar lote padrão de ações novamente rs. Meus aportes não estavam conseguindo comprar mais praticamente nada. As ações em carteira de maneira geral estavam rompendo topo histórico e o número de ações compradas estava cada vez menor. Lado negativo? A carteira levou um belo tombo novamente e fechou março com rentabilidade negativa de -28,70%. Momentos de euforia e de pânico fazem parte do jogo. Não quero fazer parte da estatística de comprar no topo e vender no fundo, assim seguirei com minha estratégia de comprar todo mês um pouquinho, mesmo se for necessário diminuir os aportes momentaneamente.
Adicionei a empresa IRBR na carteira. Ela estava no meu radar há um bom tempo e devido a queda pós carta da Squadra, boato sobre o WB comprando ações da empresa, renúncia do CEO, e por fim, Corona vírus, a empresa caiu -70,89% em março e decidi adicioná-la na carteira. De início irei deixar uma posição pequena na carteira e aguardar os próximos resultados, tendo em vista que uma nuvem negra paira sobre a empresa.

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: -17,69%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 12,08%
Carteira dividida em: 40% RV e 60% RF


Conclusão:
Patrimônio total em março fechou em R$ 259k, representando uma queda de R$ 57k em relação ao topo ocorrido em janeiro deste ano. Ambas as carteiras têm sofrido com esta crise. A carteira de RV já está no prejuízo e a carteira de RF por enquanto está no lucro, mas pelo andar da carruagem... 

That's all folks!!

Link para download da planilha: https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

domingo, 1 de março de 2020

Fechamento fevereiro/2020 - Mês do corona

Fevereiro começou meio pacato com o IBOV variando na faixa de 112 a 116 mil pontos até que chegou a crise do Corona vírus no final do mês, ocasionando queda generalizada das bolsas em vários países. Os títulos públicos também não escaparam e se desvalorizaram com o aumento momentâneo das taxas. 

Vamos ao fechamento de fevereiro/2020!

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+ 2045 e IPCA+2026 com juros semestrais
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: -0,29%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,29%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 31,53%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 18,10%


Conclusão: realizei saque da Poupança no valor de R$ 3 mil e realoquei em IPCA+2026 com juros semestrais. Além disso fiz a compra usual de um título IPCA+2045. Assim, a carteira de renda fixa fechou o mês de janeiro com rentabilidade de -0,29%.

Parte II - Ações
Em fevereiro, na bolsa brasileira comprei ITSA4 (1 lote), PETR4 (30 ações) e BBDC3 (35 ações). Na bolsa americana comprei o ETF SPYG (2 cotas), aproveitando a queda ocorrida no final do mês e, assim, praticamente zerei o saldo disponível na conta da corretora no exterior. Por ora, com o Dollar na faixa de R$ 4,50, não irei fazer novas remessas internacionais.

Rentabilidade da carteira Renda Variável no Brasil: -6,87%
Rentabilidade do IBOV no mês: -8,43%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 67,47%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 66,11%
Proventos recebidos no mês: R$ 367,17


Mico do mês: todas as ações em carteira caíram. A que teve pior desempenho foi a Grendene com -15,43%.

Conclusão: a carteira de renda variável encerrou fevereiro/2020 com desvalorização de -6,87%, enquanto o Ibov teve uma queda de -8,43%. Como não tenho "reserva de oportunidade" não realizei nenhuma compra no final do mês para aproveitar o efeito do Corona vírus aqui na bolsa brasileira. Desde que iniciei os investimentos em RV, a maior queda percentual que tive na carteira foi de quase -12% lá em maio/2018, ou seja, há quase dois anos mais ou menos e não me lembro o motivo para tal queda.

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: -3,38%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 36,16%
Carteira dividida em: 45,5% RV e 54,5% RF

Conclusão:
Patrimônio total em fevereiro fechou em R$ 310k, representando uma queda de R$ 6k em relação ao mês. É isso aí, quedas nos fazem lembrar que a renda variável varia tanto pra cima quanto pra baixo. 😂

That's all folks!!

Link para download da planilha: https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Fechamento janeiro/2020 - Segue o jogo

Em janeiro os títulos públicos se comportaram como renda fixa, ou seja, sem grandes emoções. Os títulos IPCA de médio e longo prazo ficaram com as taxas de compra andando de lado ao longo do mês. Já os títulos pré-fixado apresentaram uma pequena redução na taxa de compra, como por exemplo o título Pré 2022 que iniciou janeiro com taxa de 5,22% e encerrou com 4,97%. Atualmente, tenho dado preferência pelos títulos IPCA, pois protege contra o risco da inflação.

Na Bovespa, este mês foi de altos e baixos. O Ibov chegou a fazer um novo topo histórico com 119.593 pontos, mas com as notícias sobre o coronavírus e a incerteza do impacto que o mesmo causará na economia chinesa, o jogo virou e o Ibov apresentou queda de 1,63%. 

Vamos ao fechamento de janeiro/2020!

Parte I - Renda Fixa
Composição da carteira

Aporte no mês: compra de um título IPCA+ 2045
Rentabilidade carteira Renda Fixa no mês: 0,85%
Rentabilidade do CDI no mês: 0,37%
Rentabilidade da carteira desde julho/2017: 31,92%
Rentabilidade do CDI desde julho/2017: 17,75%


Conclusão: mês tranquilo no Tesouro Direto. Único movimento realizado foi a compra de um Título IPCA+2045. Assim, a carteira de renda fixa fechou o mês de janeiro com rentabilidade de 0,85%.

Parte II - Ações
Em janeiro, na bolsa brasileira comprei apenas BBSE3 (37 ações) e na bolsa americana fiz meu primeiro aporte, com a compra do ETF VNQ (3 cotas). Por ora, no cálculo dos fechamentos mensais irei considerar apenas os investimentos aqui no Brasil. Como ainda é um valor baixo quero procurar alternativas para acompanhar o investimento no exterior. Queria manter o valor em Dólar e não ficar convertendo para Real todo mês. Se alguém tiver sugestões de acompanhamento da carteira em moeda estrangeira, favor deixar sugestões nos comentários.


Rentabilidade da carteira Renda Variável no Brasil: 2,17%
Rentabilidade do IBOV no mês: -1,63%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 79,83%
Rentabilidade do IBOV desde junho/2017: 81,40%
Proventos recebidos no mês: R$ 375,54


Mico do mês foi para CIEL3 -15,32% e setor bancário ITSA4 -8,73% e BBDC3 -7,95%.
Destaque positivo para SAPR3 +28,59% e FRAS3 +20,70%.

Conclusão: a Cielo continua a ser o patinho feio da carteira, apresentando uma desvalorização de -44% desde o início do investimento em 2017. Pelo andar da carruagem não há perspectiva de melhoras no curto prazo, pois a empresa apresentou um péssimo resultado ao longo de 2019. Receita que não sai do lugar, aumento de despesas e custos e menor resultado financeiro, o que fez com que o lucro líquido de 2019 encerrasse em R$ 1,7 bi, uma redução de 49% em relação a 2018.

A carteira de renda variável encerrou janeiro/2020 com valorização de +2,17%, enquanto o Ibov teve uma queda de -1,63%. Em janeiro de 2019, a rentabilidade da carteira estava praticamente empatada com o IBov e ao longo do ano perdeu para o índice. Agora em janeiro 2020, coincidentemente a carteira empatou novamente com o Ibov. Sabe o que isso significa? Nada. 😂

Parte III – Carteira consolidada
Rentabilidade da carteira no mês: 1,48%
Rentabilidade da carteira desde junho/2017: 40,79%
Carteira dividida em: 46,90% RV e 53,10% RF

Conclusão:
Patrimônio total em janeiro fechou em R$ 316k, representando um aumento de R$ 9k em relação ao mês anterior (aporte + valorização da carteira). Segue o Bull Market.

That's all folks!!

Link para download da planilha: https://sites.google.com/view/dlombelloplanilhas

domingo, 12 de janeiro de 2020

Primeiro aporte internacional.

Olá, caro investidor

Conforme relatei em post anterior, em dezembro/2019 abri conta em uma corretora americana para poder investir na terra do Tio Sam e assim diversificar mais a carteira, tanto em ativos que só estão presentes nas bolsas americanas quanto diversificar em moeda (Real e Dólar).

Então, ano novo... investimento novo. Para tanto, realizei uma transferência internacional da minha conta corrente aqui no Brasil para minha conta na corretora TD Ameritrade lá nos EUA. Todo o trâmite foi feito pelo site do Remessa Online e, sinceramente, achei o site bem fácil e interativo de usar, pois já existe uma lista pré-cadastrada do motivo da transferência internacional, bem como das principais corretoras americanas.

Após login realizado, será necessário criar um "envio de dinheiro". Primeiramente, será perguntado para quem você quer enviar a remessa. Neste caso, será selecionada a opção "Para outra pessoa ou empresa", pois quem receberá a transferência será a corretora americana. A segunda pergunta será o motivo do envio e, dentre as opções já cadastradas, deverá ser selecionado "Transferência para uma corretora de investimentos". Por último, é só conferir as informações para dar prosseguimento.


Em seguida abrirá uma lista para escolher a corretora ou adicionar uma nova. Como minha corretora já se encontra na lista basta selecioná-la. Agora, informe seu código identificador na corretora (este código é o número da sua conta de investimentos na corretora).


Na TD Ameritrade, o código encontra-se no menu My account -> Deposits & Transfers -> Deposit-> Transfer by wire e é composto de nove dígitos.

Para finalizar, crie um nome para o envio que ficará salvo em "Histórias". Assim, nas próximas transferências não será mais necessário realizar este cadastro, facilitando futuras remessas. Após aceitar os termos e condições da transferência, informe o valor a ser enviado e confirme a remessa.
Se este tutorial estiver sendo útil, utilize o cupom de desconto KN000, deste modo eu e você seremos beneficiados com descontos no custo de envio 😃.

Finalmente, realize uma TED de uma conta corrente de sua titularidade para o banco parceiro do Remessa Online. Feita a TED não se esqueça de enviar o comprovante no site do Remessa Online para confirmar a operação. Pronto, agora é só aguardar a remessa internacional ser processada.

No meu caso fiz a TED de manhã e no período da tarde já estava disponível na minha conta na corretora TD Ameritrade. 

Minha primeira compra internacional
Realizei minha primeira remessa no dia 07/01 no valor de R$ 1.500,00 e recebi um total de US$ 360,56. No mesmo dia comprei 3 cotas do ETF VNQ no valor total de US$ 273,99, restando um saldo de US$ 86,57 na conta da corretora.

Minha ideia inicial é começar a investir de forma passiva por meio de ETF's na bolsa americana até eu decidir qual ação comprar. Diferentemente do Brasil, os ETF's são isentos de imposto de renda para alienação de até R$ 35.000,00/mês. Outra diferença é que os dividendos entram diretamente na sua conta de investimentos e não ficam retidos no fundo. Entretanto, nos EUA os dividendos são tributados em 30% e, por enquanto, no Brasil ainda são isentos. 

Como minha carteira de renda variável aqui no Brasil está com maior concentração no setor financeiro e serviços de utilidade pública (energia e saneamento), decidi a priori, realizar aportes em ativos que ainda não estão presentes na carteira, como os Fundos Imobiliários. Assim, escolhi investir em REIT que é um tipo de ativo semelhante aos fundos imobiliários.

Logo, escolhi o fundo VNQ que procura proporcionar um alto nível de renda e tem como objetivo acompanhar de perto o retorno do MSCI US Investable Market Real Estate 25/50 Index (um índice composto por ações de grandes, médias e pequenas empresas norte-americanas de REITs). Atualmente, possui 185 ações e tem quase US$ 70 bilhões dentro do fundo, sendo que as dez maiores posições representam 41% dos investimentos. O fundo tem um retorno médio anual de 9,04% a.a desde sua criação em setembro/2004 e um Distribution Yield de 3,43%. Já a taxa de administração é de 0,12% a.a. Abaixo segue as principais posições do fundo.

Bem pessoal, por hoje é isso. Dei o primeiro passo para começar a investir no exterior. Sei que tenho muito a aprender ainda, pois o mercado americano é gigante se comparado ao brasileiro.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Taxação de proventos pela B3 e mais novidades

Olá, caro investidor

Você ainda está aí comemorando a subida da renda variável em 2019 e anda meio desligado do mercado financeiro, esperando o Carnaval chegar para de fato começar o ano no Brasil?

Pois bem, já está na hora de acordar pois o ano mal começou e já temos novidades na B3. Enquanto o atual governo não define se irá taxar ou não os dividendos, a B3 já deu a largada e anunciou nesta semana uma nova tarifa chamada de "Tarifa sobre o Processamento de Proventos Financeiros" de 0,12% sobre o valor em custódia, limitado ao valor máximo R$ 5.000, entre outras novidades conforme discriminado abaixo.

Segundo a B3, a nova política de tarifação visa estimular o aumento dos volumes negociados por meio de descontos mais profundos para clientes que ampliarem seus volumes, bem como estimular o crescimento da base de investidores pessoas físicas com a remoção de tarifas fixas e isenção para pequenos investidores.

1) O que mudou na tarifação dos produtos do mercado a vista de Renda Variável?
- Tarifa de Manutenção de Contas de Custódia será zerada para todos os tipos de conta de custódia, com ou sem saldo e movimentação.
Como era: R$ 111,36/ano
Obs: vale lembrar que a maior parte das corretoras já não cobrava esta tarifa de seus clientes, ou seja, o custo da manutenção de contas havia sido absorvido pelas corretoras.
Como fica: não haverá cobrança

- Tarifa sobre o valor de custódia será cobrada sobre o valor dos ativos mantidos na Central Depositária
Como era: isento para aplicações de até R$ 300.000
Como fica: isento para aplicações de até R$ 20.000

- Tarifa de negociação não day-trade
Como era: 0,0325 % sobre valor negociado
Como fica: 0,03% sobre o volume negociado

- Tarifa sobre o Processamento de Proventos Financeiros será calculada como um percentual fixo aplicado sobre o valor a ser repassado pela B3 de cada evento corporativo em dinheiro, por conta de custódia.
Como era: não havia cobrança
Como fica: isento para aplicações de até R$ 20.000; Maior ou igual R$ 20.000,01 cobrança de 0,12% sobre valor de cada evento, limitado ao valor máximo de R$ 5.000

- Tarifa de Retirada de ativos da Depositária será de 0,67% sobre o valor movimentado.
Como era: não havia cobrança
Como fica: 0,67% sobre o valor movimentado
Obs: nos documentos divulgados pela B3 não há muito detalhamento sobre esta tarifa, mas acredito que a mesma será cobrada apenas quando for solicitado a troca de depositária. A B3 já está pensando num futuro onde poderá haver uma nova bolsa de valores/depositária no Brasil e a cobrança desta taxa poderá inibir o investidor de realizar a mudança de depositária.

2) Quando começa a valer a nova política de tarifação?
A definição da data de implantação das mudanças tarifárias dependerá de consultas ao mercado que capturarão os prazos necessários para que corretoras e outros participantes atualizem seus sistemas. No que diz respeito aos sistemas da B3, as adaptações necessárias devem estar concluídas até o mês de agosto/20.

3) Meu bolso será afetado? Se sim, como e quanto?
Caso queira fazer uma simulação das novas taxas a serem pagas à B3, criei uma planilha simples para comparar o "Como era" e o "Como fica". Fique a vontade para realizar qualquer mudança que traga alguma melhoria.
Obs: a planilha considera apenas investimentos em renda variável no mercado a vista, horário normal de negociação, operação não day-trade.

Para baixar a planilha, clique AQUI.

Conclusão
Com a nova política de tarifação irei pagar mais taxas para B3, pelos seguintes motivos:
a) Minha corretora não cobra taxa de manutenção de conta, logo essa isenção não fará nenhuma diferença;
b) A tarifa sobre o valor de custódia que era isenta para investimentos de até R$ 300 mil no mercado a vista de Renda Variável passou a ser isenta apenas para investimentos de até R$ 20 mil;
c) O valor da redução na tarifa de negociação é irrisório frente ao aumento na tarifa de custódia e criação da tarifa sobre Proventos Financeiros.

Caso você tenha investimentos no mercado a vista de Renda Variável acima de R$ 20.000 prepare o bolso para pagar mais tarifas. Pois para B3, pessoa física que tem acima deste valor, não é pequeno investidor. Particularmente, estou torcendo para que entre uma nova bolsa de valores no Brasil e comece a competir com a B3, que possui margem líquida surreal (acima de 40%) e ainda por cima não se dá por satisfeita. Assim, quem sofre com este monopólio somos nós, pessoas físicas que ousaram em sair da poupança e do CDB.

Fonte: b3.com.br/pt_br/menu-hierarquico/tarifas-b3.htm

That's all folks!!